2 colheres de sopa de açúcar
30 ml de conhaque
1 copo pequeno de suco de laranja
3 panquecas finas...
Pode parecer estranho, mas acordei ao som da Ana Maria Braga ensinando como fazer crepe suzete... mais uma coisa que só acontece com os gordos que estão fazendo dieta. O dia promete!
O desjejum foi um copo de chá. O gosto amargo é suficiente para despertar qualquer um. Depois de algumas atividades em casa e algumas ligações, o relógio já marcava 10 horas. Tomei um shake de chocolate.
Não estava com fome, afinal, a sibutramina estava fazendo efeito desde as 11h40. Mas precisava almoçar e às 12h40 já estava no restaurante. Fiquei empolgado com as verduras e legumes e acabei por preencher o prato com cenoura e beterraba raladas, brócolis e vagem. Para completar o prato, alguns sushis. O gosto daquelas verduras condenavam o meu almoço. Bastou três garfadas para pedir socorro aos garçom. Precisava de alguma coisa que melhorasse aquele sabor de mato. Ele trouxe um molho para saladas tipo italiano. Que alivio! Uma farta dose daquele molho e consegui comer aquelas verduras. Depois vieram os sushis com molho agridoce.
Falando em agridoce, lembrei da história de um amigo que na ocasião pesava algo próximo a 180kg. Em um domingo ensolarado, sua mãe preparou joelho de porco para receber um amigo no almoço da família. Um prato típico alemão muito gostoso e de sabor forte. Meu amigo ainda deliciava-se com aquela iguaria quando todos da casa já haviam terminado de almoçar. Para agradar o convidado, sua mãe trouxe um bonito (quer dizer grande) e gostoso pudim de leite condensado. E o meu amigo continuava ali, fiel ao joelho de porco. Todos serviram-se de um pedaço do pudim e continuaram conversando. Der repente um silêncio geral. Para surpresa de todos meu amigo também se serve uma farta fatia do pudim e a posiciona ao lado do prato (ainda cheio de joelho de porco). A surpresa foi maior quando viram que ele intercalava um pedaço de joelho de porco e uma colherada de pudim, joelho de porco, mais um pedaço pudim, joelho de porco... Ele foi interrompido pela mãe que indagou: “meu filho, você está misturando joelho de porco com pudim. Termine de almoçar e depois você come o pudim!” Rapidamente veio a resposta: “mãe, não tem importância não. É que eu gosto de comida agridoce”.
Por volta das 15h40, aproveitei um momento de folga e saboreei uma lata de suco de uva light. Senti fome. Isso mesmo, o estômago doía por volta das 20 horas. Comi duas frutas e a fome passou.
No jantar, mais uma dose do chá (para me manter acordado e conseguir escrever este texto) e um copo de iogurte light (copo é modo de dizer, porque na verdade, gordo não perde tempo com isso, bebe no bico mesmo).
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
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Há sempre uma salvação, até para um prato de mato
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Comments
2 comments to "Há sempre uma salvação, até para um prato de mato"
29 de fevereiro de 2008 às 09:29
É surpreendente como algumas coisa que para muitos podem parecer absurdas e impensáveis pode ter uma perspectiva tão simpes: "É que eu gosto de comida agridoce"
Se continuar com histórias tão boas esse blog pode render um livro fantástico.
1 de março de 2008 às 13:59
Roney, é verdade! O que você acha de registramos uma das suas muitas história vividas no restaurante Toca do Tatu? Será uma contribuição valorosa para o blog e para o livro.
Um abraço
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